Em cada mesa um tema. No final, para cada tema proposto, pediram-se as ideias que "saltavam à vista" na toalha.
Com base nessas ideias,
nas notas da relatora Marta Moura e no que foi sendo registado nas toalhas,
podemos dizer o seguinte:
Sobre o Papel dos jogos na aprendizagem (GBL-Game-based learning, Serious Games,
Simulações, Projecto GREAT, Realidade aumentada)
Os jogos facilitam a aprendizagem, foi uma das frases deixadas na toalha.
Também se consideraram os jogos como potenciadores de aprendizagens informais e assinala-se que promovem a auto-superação, a memorização e a socialização.
Salientou-se a importância da autonomia no jogo pois se ela não existir, pode
não se conseguir que haja aprendizagem. Daí que a escolha do jogo a utilizar
seja muito importante.
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A toalha dos Jogos |
Considera-se também que o jogo promove a autonomia do
formando, tornando o seu papel na aprendizagem mais activo.
Mas há preocupação em salientar que o divertimento no jogo não é um fim, e questiona-se
de que forma se vão validar as aprendizagens através do jogos.
Interessante a chamada de atenção para que os jogos não têm que ser
tecnológicos!
Nesta mesa introduz-se o tema da Gamificação.
Sobre Mecânicas de jogo e motivação – Gamificação
Nem toda a gente joga, foi uma preocupação deixada nesta mesa, mas também
se salientou que é muito ajustado às novas gerações.
O jogo foi muito falado nesta mesa e foram aqui deixadas preocupações que
não apareceram na mesa anterior. Por exemplo, que o jogo pelo jogo não alavanca
os resultados e não promove aprendizagem, sendo que a gamificação corre o risco
de ser vista como um jogo, apenas.
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A toalha da Gamificação |
Questionou-se a presença e chefias e seus colaboradores no mesmo jogo.
Funciona? E se for usada como assessment? Ser este for positivo pode significar
promoção, se for negativo pode significar despedimento,
Aparecem listados alguns obstáculos como: Possível preconceito de falta de
seriedade, Exposição, Resistência às novas tecnologias
Chamou-se a atenção que deve haver um Plano B para os que não “alinham”.
Mas houve também quem deixasse na toalha uma associação da gamificação ao
envolvimento, entreajuda, companheirismo, auto-superação, motivação e a um
desafio também para o formador e quem considere que diversifica os
enquadramentos formativos.
Ficou a também a seguinte questão: Fácil implementação?
Percebe-se, quer no que foi dito, quer em muitas das ideias deixadas na
toalha, que a gamificação é muito associada a tecnologia, a uma transformação de
tudo num jogo e, talvez por isso, percebe-se algum receio existente de
manipulação.
Sobre Aprendizagem à distância – que contributos para a aprendizagem ao
longo da vida? (eLearning, MOOCs, Mobile Learning)
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A toalha do e-learning |
Acessível a todos, em qualquer momento, em qualquer lugar, "está lá", foram
ideias, deixadas na toalha a propósito do e-learning.
Quanto aos MOOCs, perguntou-se através da toalha se eram o e-learning 2.0 e
se aproximam os formandos, e respondeu-se que sim a ambas as interrogações. E
considerou-se é real a co-construção de conhecimento nos MOOC e que contribuem
para a democratização do conhecimento.
Na conversa de fecho chamou-se a atenção para que o e-learning continua a
não fazer sentido para formação comportamental onde a interacção é muito
importante.
Finalmente, importa assinalar que se sugeriu passar a chamar ao e-learning,
v-learning, onde o “v” é de virtual e de vídeo, mas também de vivencial, pois
as novas tecnologias podem permitir experimentar e interagir, ou seja
vivenciar, quase como se tratasse de um ambiente real, sendo que o vídeo é o
futuro.
Sobre Que lugar para a Aprendizagem Informal? (Contextos personalizados de aprendizagem ou PLEs
- Personalised Learning Environments, Redes sociais, Blogs, Motores
de busca, Wikis)
Na conversa de fecho uma ideia foi
logo passada: Está tudo para fazer quanto à aprendizagem informal.
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A toalha da Aprendizagem Informal |
Mas foram
também passadas outras ideias:
Facilita [a aprendizagem] mas é
necessário triar previamente – talvez por isto foi também referido que um
aspecto importante é o que se prende com a credibilidade das fontes e
consequentemente da informação a que se acede.É mais individual. Nos ambientes personalizados de
aprendizagem há limites na partilha,
Considera-se ainda que o desafio, mais
do que criar mecanismos de bloqueio ou
censura, é favorecer o sentido crítico.
Considerou-se também que a
aprendizagem informal leva à democratização e pode permitir validação on-line, mas implica maior responsabilidade do indivíduo na sua aprendizagem e na
escolha dos meios.
Mas se [com todos os meios à
disposição] o acesso ao conhecimento está mais facilitado, a aprendizagem não
está - informação não é aprendizagem. A aprendizagem necessita de
sistematização, treino e oportunidades de aplicação, com a devida avaliação.
Considera-se também que é preciso
haver uma tomada de consciência de que as pessoas sabem mais do que o seu CV
formal.
E as empresas, não será que
desvalorizam as aprendizagens informais?
As camadas de conhecimento desta
toalha e o comentário logo a abrir a partilha final, levam-nos a dizer que foi talvez o tema que mais exigiu dos participantes e que com certeza merece ter destaque
em próximas oportunidades de trabalho conjunto, como por exemplo num
Talkin Café
dedicado à aprendizagem informal.
Sobre Novos paradigmas? Formadores ou gestores do conhecimento? - A presença da
tecnologia promove um novo paradigma de aprendizagem e um novo papel para o/a
formador/a?
Desde o início do Talkin Café que ficou inscrito na toalha que a tecnologia é uma
ferramenta e há quem chame a atenção para que há vida para além da tecnologia.
Mas foram vários os comentários no sentido de que é preciso dominar as TIs, é um
“Must!” Mais ainda, registou-se que “É inevitável a adaptação a uma era digital
que “faça acontecer”.
O formador, esse, deve questionar, ter sentido crítico, é um autodidacta.
E parece clara a necessidade, no momento actual, dos formadores mais velhos se adaptarem aos formandos que dominam e querem usar as tecnologias, mas há também a necessidade dos formadores mais novos se adaptarem a formandos
que não dominam / não adoptaram as tecnologias!
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A toalha do Papel do Formador |
Também se alerta para que a relação formador – formado(s) já não é num único sentido, tem que ser biunívoca e fala-se de co-construção.
Finalmente: O Formador do Futuro é um facilitador/integrador que trabalha junto das
pessoas e com as pessoas para a aprendizagem se transformar em resultados e
alguém usou mesmo um post-it para assinalar que esta descrição corresponde a um coach!
Em jeito de conclusão, importa salientar que, de acordo com o feedback que
nos foi sendo dado ao longo da tarde do Encontro, o Talkin Café teve um impacto
grande e positivo nos participantes, a quem agradecemos desde já a participação
empenhada e interessada.
Mais uma vez pode constatar-se que este formato desenvolvido pela Teresa
Louro, potencia a comunicação e a construção de aprendizagens. Foi muito
gratificante ver tantos formadores e coaches a conversarem, a trocarem
opiniões, a partilharem experiências!